quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Comboio Celestino

O que é que eu ando para aqui a fazer?
Qual será a minha estação?
Seres que eu conheço e aos quais lhes dou energia,
Seres que eu conheço e que me sugam energia,
Seres que eu conheço e que me dão energia.

Bebé que nasceu com a missão de ajudar,
Bebé que nasceu para ser ajudado.

Recebo a tua energia para criar a minha própria,
Olhares que chupam, eu rejeito-os e nego-lhes a sucção,
Concentro-me nos teus bonitos olhos que me apoiam na caminhada,
Abro o meu coração que deixa entrar a boa energia,
Aquela que eu preciso para continuar a andar.

Ando sobre finos trilhos,
Que requerem a minha total atenção para não descarrilar,
Trilhos que são dois,
E que por isso também me ajudam a equilibrar.

Trilhos que vão engrossando à medida que a corrente passa,
Corrente que começou para nunca mais parar.

Energia total que eu sinto e que não posso ignorar,
Magia fatal que eu pressinto, na qual me vou apoiar.

Trilhos mais grossos que me permitem correr,
Corrida que aumenta com a tua energia.


20/11/05

Um volt

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