segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

“(R)existir (ciclos de destruição e criação)”

Crianças que já não exploram,
E em vez disso são exploradas,
Crianças que já não brincam livremente,
E em vez disso obedecem cegamente.

Imagens manipuladoras que invadem nossos lares,
Destruição de valores morais que se quer propagandear,
Bombas que caiem nos telhados de nossas casas,
Limpeza étnica que se quer concretizar.

Testes em animais e humanos realizados,
Em seres inferiores por um de nós designados,
Ambição e desejos materiais por nós idealizados,
Sentimentos de perda e ganho que nos fazem sentir sós e acompanhados.

Ensaio sobre a cegueira que se lê mas que não se quer ver,
Os mesmos erros constantes que nos fazem apodrecer,
No azul índigo do horizonte a esperança parece nascer,
Contudo ela não se pratica e torna a morrer.

Mensagem apocalíptica que vem dos céus,
Massa crítica que acorda com o som dos trovões,
A nossa existência está em causa,
Está na hora de voltar a nascer e lutar.

(R)existir…
Voltar a existir…

O sol brilha cada vez mais,
O fim está próximo,
Chegou a hora de fazer as malas,
E embarcar na viagem que nos permitirá recomeçar,
Encontrar uma nova terra para cultivar e criar,
Limar arestas e as imperfeições de uma civilização,
Como outrora nossos antepassados o fizeram,
Tornando estes actos os alicerces e a base de uma cultura,
Pilares estes que se proclamaram unanimemente sagrados,
E se mantiveram intocáveis ao longo de séculos,
Até ao nosso nascimento e consequente crescente destruição.

Resta-nos apenas acreditar e (r)existir todos os dias da nossa vida até à nossa morte…

A (r)existência é a (r)evolução!

22/12/08

Um profeta do Apocalipse

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